Quero aqui hoje falar de uma pessoa de valor inestimável para mim, um ser sofredor que a vida não proporcionou nenhum conforto, mas que a todos conforta, a todos serve.
A vida, para ela, sempre foi muito difícil. Seu sustento? Hoje é aquele que o governo dá. Sua idade? Aquela aproximada de quem tem regalia na fila do banco. Sua casa? A de parentes e amigos.
O seu corpo frágil se agiganta quando vai ajudar alguém. Na doença, nas horas tristes, na hora da morte até. Todos a querem por perto, pois ela sabe ser mãe de todos os filhos, que não são seus, mas que ama como se fossem.
Por que falar dela? Porque foi com ela que aprendi a amar as pessoas do jeito que são, foi ela que, ternamente, me mostrou que a gente não pode exigir nada de quem não tem pra dar.
Ah! Foi tanta coisa que com ela aprendi... Como lembro e como gosto das nossas conversas... Eu sempre com meus questionamentos e desabafos e ela sempre paciente a me ensinar coisas que me fazem ser uma pessoa melhor. Suas sábias palavras enchem o meu coração de esperança e fé.
De onde vem tanta sabedoria num ser que nem teve a chance de estudar? Não havia tempo para isso, o tempo não era seu, era de todos nós. Só pode ser coisa divina, pois com pena de tanta gente precisando de um ombro amigo, Deus a enviou e a presenteou com o que há de mais bonito: sua dedicação ao próximo (como Jesus nos ensinou)!.
Saiba, minha amiga, aonde quer que você vá, neste mundo ou em outros, sempre me sentirei abençoada por Deus por ter você como uma verdadeira irmã. Vou sentir muita falta das nossas conversas, dos nossos segredos, da sua ajuda no meu trabalho, do seu apoio à minha família, dos nossos cafezinhos. Ah! como vou sentir sua ausência, mas tenha a certeza de que, mesmo longe, estaremos juntas e que ficarei aqui torcendo pra que você seja muito feliz ao lado da sua família.
Mas há uma coisa que quero confessar: como eu gostaria que você pudesse voltar...